Essa mesma música
Sempre tão igual
Me soa sempre igual
Mas me dá emoções diferentes.
Antes fosse rosa
Intensa, apaixonada!
Contudo as vezes prefiro a frieza
Essa coisa esperada
Sem surpresas, sem grandes emoções
mas sempre minha música.
(Mim, 05/08/2008)
sábado, 18 de dezembro de 2010
Onde está o pôr do sol na esquina da cidade?
E minha terra e o vento no final da tarde?
Aquele ventinho que alivia o calor do dia.
E meus pais... A como os amo!...
Tenho saudades de tudo
Daquela corzinha morena, pessoa adorável
E seu cheirinho de pai.
Tenho saudades daquele jeitinho de menina, tão engraçada às vezes da minha mãe
Tudo dá saudades.
Às vezes penso que deixei minha vida, pela minha vida.
(Mim, 19/09/2007).
domingo, 7 de novembro de 2010
Não foi apenas mais uma distração
Estudando pra prova de Introdução ao Direito [não faço Direito], um saco pra ser sincero, perco facilmente a atenção, perdendo-me entre o Media Player e o Youtube. "WHILE MY GUITAR GENTLY WEEPS", um som tirou mais ainda minha já inconstante e intediada atenção: era uma bela surpresa ver um Bentivi cantando seu belo canto por aqui.
Por um momento viajei, vendo por entre as brechas da janela aqueles passarozinhos, que por uma feliz coincidência cantavam sob um céu cinzento, que também servia de fundo para aquela cantoria, e de fora vinha aquele vento de chuva, aquele mesmo por que tanto já viajara viagem anual pra minha infância, da qual sempre voltava com um suspiro profundo e os olhos marejados. A árvore atrás, árvore urbana dessas da qual nunca se sabe o nome, com seus galhos dançando, logo insinuaram uma cajueiro, e para completar a viagem faltou apenas uma janelinha branca, velhinha cheia de buracos, nela e na tinta, com uma trave na diagonal, só esperando o fim do dia para cumprir seu papel de guarda.
Voltei então à realidade, como sempre da mesma forma. Os pássaros não estavam mais lá, de canto somente The Strokes, o cajueiro havia sumido, porém o céu cinzento ainda estava lá, afinal já estamos em novembro, já é um pequeno e bem simples anúncio do inverno. Pensei então: ora, o céu ainda está aí, e os pássaros realmente estavam. Não pode-se diminuir a importância que infância tem para nós, tampouco sua beleza [quando se tem infância]. Mas os pássaros, o céu, ainda são os mesmos, ainda são belos, apesar de não haver mais cajueiros. O presente pode ser bonito também, pode dar as mesmas lembranças bonitas no futuro, então vou vivê-lo um pouco, vou curtir o céu, ele está lindo!
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